Todo exercício afeta o sistema imunológico. Mas ao correr você faz com que a imunidade fique ainda mais alerta, o que é ótimo para deixar problemas de saúde bem longe de você.
Isso acontece porque, durante o exercício, você ativa o sistema neuroendócrino, que produz hormônios como adrenalina, cortisol e endorfina, como também aciona os neurotransmissores. Além disso, com as passadas o coração trabalha mais e aumenta o trabalho muscular, respiratório e de todos os sistemas envolvidos com o exercício. Sempre que o sistema neuroendócrino é ativado, consequentemente o imunológico também passa a agir. Daí vem a importância de se manter em movimento.
Com a corrida, o corpo se vê obrigado a modular a inflamação provocada pelos movimentos, a defender o organismo contra possíveis lesões causadas pelo exercício e, inclusive, a fazer com que o corredor tenha capacidade de realizar as passadas, já que as moléculas produzidas pelo sistema imunológico influenciam de maneira importante a musculatura periférica e cardíaca.
Mas fique esperto: o exagero nos treinos pode fazer com que a corrida jogue contra você. Isso porque a corrida só é favorável para o trabalho do sistema imune, quando você adapta o seu corpo gradativamente ao esforço. Não pode haver sobrecargas, o que faz com que o trabalho seja inverso e, aí sim, você fique mais fragilizado.
Saiba que todo exercício realizado além da sua capacidade pode causar uma depressão passageira da resposta imunológica, facilitando a infecção das vias aéreas superiores. É isso, aliás, que grande parte dos maratonistas sente nos dias em que se seguem aos 42 km, em maior ou menor intensidade. Isso ocorre por uma quebra do equilíbrio entre inflamação e anti-inflamação, oxidação e antioxidação e por uma fragilização das defesas anti-infecciosas das mucosas das vias aéreas.
Com isso em mente, dá para entender porque a chave para evitar problemas de saúde está no equilíbrio. Se você quiser se superar, faça isso com um bom planejamento, mantendo sempre uma boa relação entre físico e mental.
(Fonte: Mauro Vaisberg, especialista em medicina do exercício e do esporte, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte – SBMEE)
domingo, 1 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
A importância dos longões nos treinos
Mais: no caso específico dos 42 km, além das adaptações fisiológicas, que são importantes, as adaptações psicológicas surgem como um fator determinante para um resultado positivo na prova, pois você consegue conhecer e testar seus limites nos treinos e, consequentemente, ganha confiança e uma experiência que permitirá ter segurança e bagagem para concluir a prova com qualidade.
Como incluí-los na rotina de treinos?
O longão basicamente deve ter volume. Por isso, ele precisa ser um percurso maior que 12 km. Mas isso não significa que ele não deve ter paradas. Você pode fazer pequenas pausas para hidratação, alimentação e ajustes no treino, o que fará com que você corra melhor.
Eles devem ser incluídos de forma progressiva nos seus treinos. Para isso, avalie o seu volume semanal de corrida e a quantidade de provas e de experiência que você já tem na distância. Assim, é possível escolher e determinar a sua programação.
E mantenha-se motivado. Por mais que esse tipo de treino seja mais monótono, não perca a força de vontade, uma vez que o longão fará uma brutal diferença no seu desempenho em provas longas. Para manter o ritmo você pode, inclusive, usar estratégias como correr em boa companhia, ouvir músicas (por isso separe uma boa playlist), fazer paradas estratégicas para hidratação e alimentação e correr em locais variados.
(Fonte: Antonio Caputo da Costa, coordenador da Academia Proforma e da Speed Assessoria Esportiva – Rio de Janeiro)
O2 por minuto
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
Correndo atrás do sonho: iniciantes contam suas expectativas para a São Silvestre
Muitos dizem que só é corredor de verdade quem corre a São Silvestre. Verdade ou mentira, não dá pra negar que a prova é uma espécie de "batismo", além de ser um ritual de passagem para o ano novo que de quebra vem acompanhado de superação. O Webrun conversou com alguns estreantes para saber quais são suas expectativas na hora da largada.
Cura de todos os males
Após a morte da mãe, Taisa Dias Neves estava muito deprimida. Desde então, há um ano e meio, incorporou a corrida na sua rotina e, de acordo com ela, isso a curou de todos os males.
O esporte rendeu bons frutos: meias e até mesmo uma maratona fazem parte do seu currículo. Como já está acostumada com distâncias maiores, adaptou seu treino para a SS correndo em uma esteira com inclinação similar a da Brigadeiro.
No dia 31, ela não estará sozinha: seu marido, que nunca fez uma prova acima de 10km, a acompanhará nos 15.
Sim, é possível!
Quanto tempo de corrida eu preciso para competir a São Silvestre? Para Luiz Fernando Chianca seis meses do esporte parecem ser suficientes. O paulista de 34 anos sempre acompanhou a SS pela TV e achava o máximo a alegria das pessoas ao concluir a competição, mas por não praticar, pensava que era um sonho impossível.
Então de quilômetro a quilômetro foi chegando perto do ideal e não parou mais. Tanto que os planos são ambiciosos: pretende terminar a prova em até 01h15. "Mas claro, o importante é me divertir e sentir a emoção de concluir".
No meio do caminho, tinha uma pedra
Problema nos rins somado a obesidade fizeram Romulo Zarelli Costacurta abandonar a vida sedentária. Na verdade, seu problema não era apenas uma pedra no rim, mas cinco. Informado pelos médicos sobre a necessidade de mudar seus hábitos , o analista de marketing começou 2013 com o pé direito.
Comidas processadas foram substituídas por refeições saudáveis e o sedentarismo deu lugar à atividade física. Em setembro do mesmo ano, correu 5 quilômetros na Maratona Pão de Açúcar em 40 minutos. O feito o surpreendeu e hoje Romulo soma provas com exigência física superior, como a do Circuito Caixa, além de ter feito um teste de 15km na Corrida Sargento Gonzaguinha. Trinta e três quilos foram deixados para trás, mas a paixão pelo esporte persistiu.
Para o dia 31, não basta apenas concluir o trajeto: "Meu objetivo é finalizar a prova fisicamente bem", relata.
Atração internacional
Érica Cristina Gouveia passará seu aniversário de um ano de corrida na São Silvestre. Motivos não faltarão para comemorar: "Eu como paulistana apaixonada, vou amar enxergar a cidade com outros olhos, fazendo o que mais gosto e ainda com um grupo de amigos corredores, com quem dividi alegrias e tristezas durante 2014", relata.
Seu lema será "sem relógio, sem pressão", além de correr com diversão. Prova disso é o look escolhido para a data: ela se vestirá de Lara Croft. Ótima ideia de fantasia que não atrapalha os movimentos. Aprovado.
Já é campeão!
Fábio Coelho dos Santos é mais um caso de superação. Acostumado a acompanhar a São Silvestre do sofá, nesta edição ele estará do outro lado.
Há um ano e meio seu excesso de peso era preocupante. "Tenho 1,68m e cheguei aos 94,7kg. Então decidi me matricular na academia. As primeiras semanas não foram nada fáceis. O meu corpo pedia pra desistir, mas a minha mente gritava 'Continue, você vai conseguir'. Os meus primeiros passos foram na esteira, por quinze minutos no máximo", conta.
Mas a persistência não demorou a dar resultado: em quatro meses fez sua primeira corrida de rua. "Hoje, com 62kg, já rodei praticamente 2000km. Agora quero aproveitar ao máximo cada minuto da prova, vivenciar intensamente esse evento esportivo que fez parte das minhas tardes do dia 31 de cada ano". E nós também!
Fonte: Webrun
Cura de todos os males
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| Taisa e marido. Foto: arquivo pessoal |
O esporte rendeu bons frutos: meias e até mesmo uma maratona fazem parte do seu currículo. Como já está acostumada com distâncias maiores, adaptou seu treino para a SS correndo em uma esteira com inclinação similar a da Brigadeiro.
No dia 31, ela não estará sozinha: seu marido, que nunca fez uma prova acima de 10km, a acompanhará nos 15.
Sim, é possível!
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| Luis F.Chianca.Foto: arq pessoal |
Então de quilômetro a quilômetro foi chegando perto do ideal e não parou mais. Tanto que os planos são ambiciosos: pretende terminar a prova em até 01h15. "Mas claro, o importante é me divertir e sentir a emoção de concluir".
No meio do caminho, tinha uma pedra
Problema nos rins somado a obesidade fizeram Romulo Zarelli Costacurta abandonar a vida sedentária. Na verdade, seu problema não era apenas uma pedra no rim, mas cinco. Informado pelos médicos sobre a necessidade de mudar seus hábitos , o analista de marketing começou 2013 com o pé direito.
Comidas processadas foram substituídas por refeições saudáveis e o sedentarismo deu lugar à atividade física. Em setembro do mesmo ano, correu 5 quilômetros na Maratona Pão de Açúcar em 40 minutos. O feito o surpreendeu e hoje Romulo soma provas com exigência física superior, como a do Circuito Caixa, além de ter feito um teste de 15km na Corrida Sargento Gonzaguinha. Trinta e três quilos foram deixados para trás, mas a paixão pelo esporte persistiu.
Para o dia 31, não basta apenas concluir o trajeto: "Meu objetivo é finalizar a prova fisicamente bem", relata.
Atração internacional
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| Erica Gouveia.Foto: arq.pessoal |
Seu lema será "sem relógio, sem pressão", além de correr com diversão. Prova disso é o look escolhido para a data: ela se vestirá de Lara Croft. Ótima ideia de fantasia que não atrapalha os movimentos. Aprovado.
Já é campeão!
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| Fábio Coelho. Foto: arq pessoal |
Há um ano e meio seu excesso de peso era preocupante. "Tenho 1,68m e cheguei aos 94,7kg. Então decidi me matricular na academia. As primeiras semanas não foram nada fáceis. O meu corpo pedia pra desistir, mas a minha mente gritava 'Continue, você vai conseguir'. Os meus primeiros passos foram na esteira, por quinze minutos no máximo", conta.
Mas a persistência não demorou a dar resultado: em quatro meses fez sua primeira corrida de rua. "Hoje, com 62kg, já rodei praticamente 2000km. Agora quero aproveitar ao máximo cada minuto da prova, vivenciar intensamente esse evento esportivo que fez parte das minhas tardes do dia 31 de cada ano". E nós também!
Fonte: Webrun
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